Sindicato Patronal reconhece que aulas confinadas não preparam novos condutores de moto

Os alunos que pretendem conduzir motos têm aulas práticas de direção, no entanto, eles não aprendem a dirigir nas ruas. Essas aulas práticas sem a ida às ruas podem estar ligadas à quantidade de acidentes envolvendo motociclistas? Profissionais que atuam em entidades que representam os Centros de Formação de Condutores, os CFCs, defendem que sim. Segundo especialistas, a formação do motociclista pode ser um dos fatores por trás dos altos índices de acidentes envolvendo motociclistas [veja o vídeo abaixo].  Além disso, a reportagem do UOL apurou que falta consenso sobre a forma correta de conduzir as aulas práticas entre o Denatran (Departamento Nacional de Trânsito), órgão máximo executivo de trânsito no país, e o Detran-SP, entidade cuja obrigação é por em prática e fiscalizar as decisões do Denatran no Estado de São Paulo.

Para obter a carteira nacional de habilitação do tipo A, que permite o tráfego em moto, o futuro condutor precisa fazer 45 horas de curso teórico, que aborda, entre outros, direção defensiva e primeiros socorros. Também são necessárias pelo menos 20 horas de aulas práticas, das quais 20% têm que acontecer à noite. Nesta etapa são abordados aspectos como normas de circulação e conduta, sinalização e comunicação e cuidados na condução de passageiro, entre outros.

Um dos aspectos mais criticados é o de que os alunos não circulam com as motos no trânsito, como acontece com aqueles que passam pelos CFCs para obter a carteira que dá permissão para conduzir carros, a da categoria B. “A qualificação é muito deficiente, porque o treinamento é feito em ambiente fechado. De posse da carta, o aluno vai para o trânsito, desconhecendo tudo que vai acontecer neste trânsito”, diz o diretor de comunicação da Abramet (Associação Brasileira de Medicina de Tráfego), Dirceu Rodrigues Alves Junior. Ele apoia a ideia de que os CFCs tenham simuladores que permitam a reprodução de situações reais em um ambiente controlado.

A qualificação também é criticada pelos representantes das escolas. “Alguns CFCs dão aulas em via pública, mas em locais ermos e fechados. É como se fosse uma área confinada da mesma forma”, diz o presidente do Sindicato das Auto Moto Escolas e CFCs do Estado de São Paulo, José Guedes Pereira. Para ele, ainda que haja uma determinação de que os alunos façam aulas em via pública, o grande problema é como garantir a segurança deles e dos instrutores. “Quem vai definir quando o candidato tem pleno domínio do veículo? É o instrutor, que aí vai ser responsável pelo que acontecer com ele em via pública?”, questiona.

“Eles [os condutores] apenas são preparados para passar no exame, e não para enfrentar o trânsito das grandes metrópoles. A aula em via pública é essencial para a formação do condutor, mas isso no país não é cumprido. Claro que vai haver rejeição, mas é preciso sentar e discutir isso. O grande problema é que não há fiscalização”, diz o presidente da Federação Nacional das Auto Escolas e CFCs, Magnelson Carlos de Souza.

Fonte: UOL

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